Yo folks, whatzzuuuppp fellaaa!?

Apesar de pertencerem a modais diferentes, carros e aviões não tem tantas diferenças assim. Quando pensamos em semelhanças como: “levar pessoas com certa velocidade, usar pistas,  aquaplanar”… (Como?), mas aviões podem aquaplanar?

Primeiro vamos entender o que é a aquaplanagem, para então ilustrarmos como este evento pode acabar em uma fatalidade.

A aquaplanagem consiste em um deslizamento de um veículo sobre uma fina camada de determinado elemento líquido, que pode ser água, óleo e etc. Quando este evento ocorre, se torna responsável pela perda de controle ou de equilíbrio e consequente perda de aderência dos pneus à pista contaminada.

Existem, basicamente, 03 tipos de aquaplanagem:

1 – Dinâmica

Em resumo, ocorre quando a água cria um acúmulo nos pneus do trem de pouso, que por sua vez, perde a aderência, ocorrendo em cerca de 8,6 vezes a raiz quadrada do seu pneu. A melhor maneira de prevenir, é não pousar rápido na pista molhada.

Por exemplo: em um bimotor a pistão, a pressão gira em torno de 50 PSI, no trem de pouso principal. Logo a velocidade limite de aquaplanagem deva ser de cerca de 61 kts.

Sugestão: Manter os pneus sub-inflados, causando maior aderência para a situação, embora esta calibração não seja a indicada para operações normais. Outra maneira de atenuar o evento, é o uso da pressão de retorno da frenagem aerodinâmica, já que quanto maior o peso concentrado no trem de pouso, melhor será sua frenagem.

2 – Reverso de Borracha

Este evento ocorre quando os pneus travam e começam a derreter mesmo com a película de água, que em contato com o calor gerado no evento, se evapora.

Sugestão:Um bom método que ajuda a prevenir este evento, é aplicar pouca pressão nos freios, usando a aerodinâmica a seu favor, mais uma vez, mantendo peso concentrado sobre o trem de pouso. Hoje existem sistemas Anti-Skid, ou anti-derrapantes, mas não em todos os modelos. Então: “Take it easy”!

3 – Viscosa

O interessante deste evento é que pode acontecer com água, óleo, ou mesmo naquelas marcas de borracha não retiradas das pistas, mesmo quando estas possuem “grooves” (ranhuras na pista de pouso que ajuda na frenagem). Os pneus da aeronave não consegue romper a lamina de água e geralmente é encontrada em pistas com pavimentação de baixa dureza.

Sugestão: Assim como nos outros dois eventos, o bom controle da velocidade de toque, somado à pressão controlada e não demasiada nos freios e a concentração do peso no sistema de trem de pouso, ajudam para evitar este evento. Mais uma vez: que a força (aerodinâmica) esteja com você.

Algumas dicas extras:

  • Cuidado e atenção redobrada em pistas contaminadas com gelo e neve, pois independente de sua velocidade, você poderá encontrar uma superfície escorregadia ou, contaminada com neve, com muito atrito!
  • Pegue leve nos pedais! Em pistas escorregadias, os pneus desenvolvem a sua forma máxima nas curvas a cerca de cinco graus, gerando um aumento de força descontrolado nas curvas.
  • Tem Speedbrakes? Use-os! Hoje, inclusive aeronaves monomotoras possuem, como o Cessna TTx. Ele gera cerca de 50% mais arrasto.
  • ARREMETA! Um órgão americano de aviação estudou o evento, apontando que em pistas molhadas, há um aumento de 67% na distância do pouso.
  • Olhe o Flare e o Toque! O segredo é manter um ângulo de ataque baixo, e pouso suave para evitar o catrapo. Não exagere, a última chance de arremeter é ainda no Flare.

Fly safe, folks.

About The Author

Piloto Comercial em Treinamento pelo EJ, Bacharel em Aviação Civil pela Anhembi Morumbi, Blogueiro e Escritor aos 24 anos pelo Aeroblog. Rotaractiano pelo distrito 4430. Sou absolutamente louco por aviões, safety, filantropia e desenvolvimento pessoal. Baterista e amante do bom rock 'n roll, jazz e bossa nova.

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